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01/08/2021 12h21
Por: Cristina

Moradores do Mimbó vão produzir peças com retalhos de roupas doados por fábricas

A vice-governadora Regina Sousa e a empresária Cláudia Claudino se reuniram com moradores do Mimbó, em Amarante, a 164 km de Teresina, na sexta-feira, dia 30. O Governo do Estado e as fábricas de roupas vão desenvolver o projeto de costura com o aproveitamento de retalhos. O objetivo é qualificar e gerar renda para as famílias que moram na comunidade quilombola, criada há 201 anos.

Regina Sousa explicou que o projeto vai aproveitar os retalhos que serão doados pelas fábricas de roupas e as pessoas do Mimbó vão criar peças e comercializar em feiras, festejos e para os turistas que visitam a comunidade. “ O projeto de costura vai ajudar na geração de renda. É uma forma de ajudar . Vamos trazer mais benefícios e cursos, como o de reaproveitamento do caju”, disse a vice-governadora.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Regina lembrou que o Brasil tem uma dívida com o povo negro e o que o Governo do Piauí está fazendo apenas uma compensação, o que ainda é pouco para a comunidade que tem mais de 200 anos e é composta por cerca de 500 moradores, todos quilombolas.

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Cláudia Claudino afirmou que é um grande prazer fazer essa parceria com o Governo do Estado, em especial com a vice-governadora Regina Sousa, em ajudar as comunidades para que elas se desenvolvam. “ É uma oportunidade ímpar conhecer um pouco das nossas raízes, ouvir como começou a história da comunidade e trazer um pouco de qualificação na área de costura é muito importante para que eles possam ter crescimento em seu trabalho,” frisou.

Cláudia Claudino levou amostras de algumas peças que podem ser produzidas com retalhos, como bolsas e máscaras. “ É importante que as pessoas vejam o trabalho de cada um, cada peça vai ser única, vai ter a cultura e a história deles”, finalizou.

A história do quilombo criado há 201 anos foi contada pela professora Ildezuite Paixão, de 81 anos, neta dos fundadores da comunidade, um casal que fugiu da crueldade dos senhores de fazenda e se escondeu em uma caverna às margens do riacho Mimbó, que deu nome à comunidade, reconhecida como quilombola em 1981.

Cerca de 60 moradores já participaram do curso de corte e costura e cabeleireiro oferecido pela Secretaria Estadual de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos, através do programa Qualifica PI. Os moradores receberam dez máquinas de costura e uma delas foi doada pela superintendente de Direitos Humanos da SASC, Janaína Mapurunga, que informou que o Governo vai criar um grupo produtivo para trabalhar a formação das costureiras, como o curso de empreendedorismo, fazer a aquisição de mais máquinas de costura e fazer uma parceria com uma agência de publicidade para criar a marca Mimbó.  “São articulações que estamos fazendo porque queremos ver a marca Mimbó no Brasil e no mundo”, disse Janaína.

Para a coordenadora de Cultura da Comunidade, Marta Paixão, é de grande importância o projeto de costura aproveitando os retalhos doados pelas fábricas.

A moradora Maria do Espirito Santo participou do curso de corte e costura e contou que já tem várias ideias do que vai produzir com os retalhos. “ É uma oportunidade para a gente poder fazer várias peças e aumentar a renda e também ocupar o tempo”, disse.

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