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Entretenimento Em entrevista
10/08/2021 12h09
Por: Francine Dutra

'Me senti ridícula', diz Alessandra Maestrini sobre esconder bissexualidade

Sete anos após assumir a bissexualidade para a revista 'Caras' em 2014, Alessandra Maestrini diz que agora, pode ser mais "eu" e não tem que perder tempo se desviando de perguntas sobre relacionamentos e sexualidade. 

"Posso ser mais eu. Não tenho que perder tempo me desviando. A gente perde muita energia. Precisa dar uma entrevista e tem que ficar procurando pronome. Vira uma pessoa chata. Uma pessoa sem passado, sem história. Fica difícil dar opinião", afirmou ao Splash UOL. 

Foto: Internet
Foto: Internet

Na época, Alessandra não esperava se abrir para falar sobre o assunto, mas percebeu que algo não estava certo. "Quando fui dar a entrevista, tinha que mentir para responder sobre coisas banais, omitir ou desviar tanto que sentia como se estivesse em um esqui na neve. Quando acabou, pensei: 'Quem deu essa entrevista? Porque não sou eu. Não conheço essa pessoa", disse. 

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Para ela, o estalo de consciência veio após perguntarem sobre temas considerados tabus, como a visão sobre a luta LGBTQIA+. Ela não conseguia se apropriar do 'lugar de fala' como pessoa da comunidade. 

"Eu me senti ridícula! Na posição de querer me esconder, acreditando que contar a minha sexualidade seria me expor, e não me expressar, falei: 'Acho que eles?'. E pensei, 'acho que eles' está puxado, Alessandra. Que ridícula você!", afirma.

Alessandra conta que é "tão aberta quanto uma alcachofra" e que não tem problema em falar sobre qualquer assunto. E corre mais riscos por falar demais do que se calar. Mas, por um tempo, ela pensava que deveria manter o assunto em sigilo. 

"Tenho orgulho absoluto de ser quem sou. Eu tomava essa postura porque tinha acreditado no mindset [mentalidade] de que ser assim é ser elegante, de não expor a intimidade? E não tem nada a ver com elegância. Para ser inteiro, você tem que poder ser. E se expressar não é se expor. Não sou um defeito por ser diferente do outro. [Se assumir] Foi maravilhoso para criar, para fazer os personagens com mais liberdade", disse. 

"[Antes de se assumir] Eu estava vestindo a camisa do opressor. Se eu não me assumo e prego um discurso 'acho que eles têm que ser felizes'... Que hipocrisia! É como se eu dissesse, não tenho problema com você, mas seja escondido. O que quer dizer isso? Seja com vergonha, seja sem energia, seja sem se amar, seja sem se celebrar", disse. 

Na época, Maestrini recebeu um retorno positivo de quem tinha medo de se assumir. Alguns amigos gays, entretanto, tiveram uma reação que a surpreendeu. "Viram só a capa da revista. A pessoa não leu a matéria e, também acreditando nesse mindset de que falar da sexualidade é ser vulgar, é apelar, falaram: não entendi por que você fez essa matéria. Eu perguntei: Você leu? Então lê, quem sabe vai te ajudar a entender", se recorda. 

A atriz também traz um recado sobre diversidade e o porquê não gosta da palavra 'tolerância': "A diferença do outro não é para ser tolerada. As diferenças devem ser celebradas. É uma lei da física. A base da criação, a base de Deus, está na probabilidade de relações. Se só existe o branco e não existe o preto, o quanto que a gente está perdendo! O quanto a luta antirracista vem para salvar o mundo, e não somente salvar os pretos. O branco é mais pobre se ele não entende a riqueza do preto". 

Fonte: Queer/IG
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