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Cidades Policial
23/09/2021 11h24 Atualizada há 1 mês
Por: Blog do Lucão

Golpista é preso ao tentar se passar pelo Sen. Weverton Rocha para dar golpe na embaixada da China

A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta quinta-feira (23), Carlos Roberto Melo Prado, conhecido como “Prado Carioca”, suspeito de tentativa de crime de estelionato.

De acordo com a Polícia, o suspeito se apresentou como sendo o senador Weverton Rocha, por meio do Whatsapp, na tentativa de obter vantagem ilícita.

Golpista é preso ao tentar se passar pelo Sen. Weverton Rocha para dar golpe na embaixada da China

Segundo informações da polícia, em ocasião recente, o estelionatário havia entrado em contato com a Reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) solicitando recursos financeiros para levar grupos folclóricos do Maranhão para supostas apresentações no estado do RJ. Na ocasião, mais uma vez se passando pelo Senador Weverton Rocha. 

Na operação desta quinta, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e quebra de sigilo de dados dos objetos apreendidos. Diversos celulares foram encontrados em um imóvel no bairro Forquilha, em São Luís.

Após o cumprimento dos mandados e interrogatório, “Prado Carioca” foi encaminhado ao Sistema Penitenciário. Os objetos apreendidos serão analisados a fim de aprofundar as investigações.

O estelionatário responde a vários processos criminais, desde o ano de 2010, em que se passava autoridades públicas, utilizando-se do mesmo modus operandi.

Outros golpes

Em 2020, um dos alvos do criminoso foi o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Prado Carioca chegou a ligar para a vítima se passando por Fernando Sarney e pediu um repasse de um valor monetário. O estelionatário também tentou aplicar esse mesmo golpe no gestor estadual do Rio de Janeiro e em um presidente de uma grande empresa de telecomunicação.

O outro alvo de “Padro Carioca” foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Prado se apresentou como Fernando Sarney e pediu que Gilmar Mendes o receba, se intitulando como o “todo-poderoso do estado do Maranhão” e “dono de uma importante empresa de comunicação do estado”.

Prado disse ainda que queria falar com Mendes sobre “negócios”, sem revelar quais assuntos seriam estes. Ele não conseguiu o seu objetivo devido à assessoria do ministro ter entrado em contato com a diretoria do Grupo Mirante para relatar sobre o fato.

De acordo com os auxiliares de Mendes, o número usado pelo estelionatário para fazer os contatos com o ministro era oriundo do Distrito Federal.

No mês de setembro de 2015, o jornal O Estado publicou que o estelionatário, que tem uma empresa aparentemente de “fachada” e intitulada C.R.Melo Prado Eireli, com sede em São José de Ribamar (Região Metropolitana de São Luís), recebia valores de empresas sob a alegação de que os recursos seriam usados para a promoção de eventos ligados a grupos de bumba meu boi.

De acordo com a nota fiscal encaminhada no dia 20 de agosto de 2015 e endereçada à empresa alvo do golpe, o valor para a promoção das atividades seria de R$ 78 mil. Além da ajuda ao grupo de bumba-boi, a verba também seria utilizada para apoio a uma campanha de saúde.

Em outro e-mail, o estelionatário Carlos Prado (denominando-se como diretor Cultural e Financeiro da empresa C.R. Melo Prado Eireli) pede da empresa farmacêutica o endereço correto da mesma para encaminhamento da nota fiscal, para repasse da verba. Segundo trecho, Carlos Prado “solicita urgência” para que, com base nos dados da empresa farmacêutica, sejam encaminhadas duas vias da nota fiscal via sedex.

Em 2010, o estelionatário foi preso após se passar, à época, por pessoas importantes, entre elas empresários e políticos, para conseguir extorquir dinheiro de suas vítimas. Em dezembro de 2014, Prado Carioca tentou extorquir R$ 68 mil de um empresário e dono de uma empresa de aviação na cidade de Manaus, capital do Amazonas.

Na ocasião, o estelionatário alegara patrocínio para um grupo folclórico intitulado “Encanto do Maranhão”, que iria se apresentar nos dias 15,16 e 17 de dezembro do ano anterior nas cidades de Belém, Santarém e Altamira.

Antes, em 2013, Prado Carioca enviou o mesmo pedido de patrocínio para empresas em Brasília e Fortaleza, com alegações idênticas, ou seja, participar de eventos relativos à cultura e à importância do meio ambiente no país. Em todas estas ocasiões, como forma de ganhar a confiança de sua vítima, Prado fez uso do nome do empresário Fernando Sarney.

Em 2003, Prado já havia sido preso pelo crime de estelionato. Em 2009, Prado se passou pelo senador Epitácio Cafeteira (PTB) para tentar extorquir dinheiro da Petrobras. À época, o estelionatário encaminhou ofício com uma assinatura falsa do político à diretoria de Petróleo e Gás da empresa no Rio de Janeiro

Além da embaixada chinesa, Prado Carioca também tentou tirar dinheiro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Fonte: Imirante
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