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24/11/2021 18h26 Atualizada há 2 semanas
Por: Cristina

Pilotos e comissários deflagram greve nacional a partir de segunda (29)

Pilotos e comissários de bordo, associados ao Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) decidiram nesta quarta-feira (24) em assembleia deflagrar greve por tempo indeterminado em todo o país.

A ação objetiva reivindicar as negociações com as companhias aéreas sobre a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.

Avião -
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De acordo com a categoria, os trabalhadores irão alternar durante os dias da paralização, permanecendo 50% dos tripulantes trabalhando em dias alternados.

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Os trabalhadores querem, de acordo com nota divulgada pelo sindicato, “o reajuste salarial que contemple a reposição das perdas inflacionárias nos últimos dois anos”.

Segundo a nota, os trabalhadores da aviação não pararam de trabalhar durante a pandemia. “Desde o início da pandemia a categoria nunca parou de trabalhar, tendo enfrentado graves riscos de contaminação por covid-19, e deu sua contribuição no combate à doença transportando vacinas, insumos e equipamentos”.

Afirmam ainda que pilotos e Comissários colaboraram para a recuperação das empresas aéreas ao aceitaram, “de maneira correta, reduções salariais e remuneratórias que perduram até hoje”.

Veja nota na íntegra

Em assembleia com presença massiva da categoria, realizada nesta quarta-feira (24), pilotos e comissários de voo deliberaram por aprovar a deflagração de greve a partir das 0h do dia 29 de novembro, em todo o país, por tempo indeterminado, contra a intransigência das companhias aéreas nas negociações da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.

Em respeito à sociedade e aos usuários do sistema de transporte aéreo, os aeronautas farão a paralisação de 50% dos tripulantes por dia, enquanto os outros 50% permanecerão em serviço.

A categoria reivindica unicamente reajuste salarial que contemple a reposição das perdas inflacionárias nos últimos dois anos — INPC do período de 1º de dezembro de 2019 a 30 de novembro de 2021.

Além de apresentar proposta muito aquém de recompor as perdas salariais, já rejeitada pela categoria, o sindicato patronal ainda negou a ultratividade da atual CCT, ou seja, não garantiu a manutenção das cláusulas atuais da convenção em caso de um novo acordo não ter sido fechado até a data-base (1º de dezembro).

Desde o início da pandemia a categoria nunca parou de trabalhar, tendo enfrentado graves riscos de contaminação por covid-19, e deu sua contribuição no combate à doença transportando vacinas, insumos e equipamentos.

Além disso, pilotos e comissários deram colaboração importante para a recuperação das empresas aéreas ao aceitar, de maneira correta, reduções salariais e remuneratórias que perduram até hoje.

Porém é importante destacar que as próprias empresas apontam em seus informes ao mercado, assim como também demonstram notícias publicadas na imprensa, que o setor aéreo não só vem se recuperando aceleradamente como projeta para o futuro próximo um crescimento que não condiz com a intransigência de impor um achatamento salarial de toda uma categoria.

Os pilotos e comissários de voo do Brasil contam com a compreensão da sociedade e com o bom senso das companhias aéreas para evitar transtornos.

 

 

 

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