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13/01/2022 15h05
Por: Bruna Dias

O que não dar para o bebê comer até os 2 anos

Os alimentos que não se devem dar para  bebês com menos de 2 anos de idade são aqueles ricos em açúcar, sal, gordura, corantes e conservantes químicos, como refrigerantes, gelatina, balas e biscoitos recheados. Isso acontece porque estes alimentos podem sobrecarregar os rins do bebê e o sistema digestivo, causando irritação no estômago ou intestino, dificultando a digestão e a absorção de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do bebê. 

Além disso, os 2 primeiros anos de vida do bebê correspondem à fase de desenvolvimento do paladar, em que o bebê aprende a comer o que é oferecido, o que vai acabar se refletindo na alimentação da vida adulta, devendo-se oferecer uma alimentação mais natural possível. 

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Existem alguns alimentos que devem ser evitados até os 6 meses do bebê, como amendoim, ovo, peixe ou frutos do mar, mas que podem ser introduzidos na alimentação logo após essa idade, sendo até recomendados pela Sociedade Brasileira de Pediatria como forma de evitar o desenvolvimento de alergias no futuro. 

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Alimentos a evitar até 1 ano

Os principais alimentos que devem ser evitados pelos bebês no primeiro ano de vida incluem:

1. Amendoim

O amendoim, assim como outras oleaginosas, como castanhas e nozes, são alimentos potencialmente alergênicos, o que significa que têm alto risco de fazer com que o bebê desenvolva alergia e tenha problemas sérios, como dificuldade para respirar e inchaço da boca e da língua.

Assim, essas oleaginosas devem ser evitadas até os 6 meses de idade, que é a fase em que o bebê deve se alimentar exclusivamente do leite materno e/ou fórmulas. A partir dos 6 meses até 1 ano de vida, é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria que esses alimentos sejam oferecidos ao bebê, pois possuem alto valor nutricional e podem ajudar a evitar o desenvolvimento de alergias no futuro.  

Esses alimentos devem ser oferecidos na sua forma natural, sem sal e sem conservantes e deve-se ter o cuidado para a criança não engasgar.

2. Peixes, ovos e frutos do mar

Assim como o amendoim, o peixe, os ovos e os frutos do mar devem ser evitados até os 6 meses de vida do bebê, que é o período de amamentação exclusiva. Após os 6 meses e até o primeiro ano de vida, a Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda oferecer esses alimentos à criança de forma a evitar o desenvolvimento de alergias no futuro.

Ao oferecer esses alimentos à criança, é importante que estejam bem cozidos e que não contenham pedaços ou espinhas que possam engasgar o bebê. Além disso, recomenda-se dar cada alimento separadamente, pois caso o bebê tenha sintomas de alergia, pode-se identificar o tipo de alimento que causou. 

3. Mel

O mel está contraindicado para bebês de até 1 ano de idade, pois pode conter a bactéria Clostridium botulinum, que libera toxinas no intestino causando o botulismo, que traz complicações como dificuldade para engolir, respirar e se mexer, podendo levar à morte. 

Isso acontece porque a flora intestinal do bebê ainda não está completamente formada e fortalecida para combater os micro-organismos estranhos que contaminam os alimentos, sendo importante evitar o uso de qualquer tipo de mel.

Desta forma, deve-se evitar dar mel ao bebê até o 1º ano, mas alguns médicos podem indicar esperar completar os 2 anos. O ideal é consultar o pediatra para avaliar o melhor momento para adicionar o mel na alimentação, de acordo com a saúde e desenvolvimento do bebê. 

Alimentos a evitar até os 2 anos

Os alimentos que devem ser evitados pelos bebês menores de 2 anos incluem:

1. Doces

 

Os doces são alimentos ricos em calorias, pobres em nutrientes e que contêm grandes quantidades de açúcar na sua composição, o que provoca uma liberação alta de insulina no corpo do bebê, aumentando o risco de obesidade ou diabetes, além prejudicar a saúde dos dentes e deixar o bebê agitado, ansioso e com dificuldade de concentração.

Por isso, deve-se evitar dar doces, como balas, bombons, biscoitos, bolachas, sorvetes, leite condensado e bolos, especialmente para os bebês até os 2 anos de idade. 

2. Chocolate

Os chocolates além de serem ricos em açúcar, também contêm cafeína e gordura, aumentando o risco de problemas como excesso de peso, irritabilidade e insônia. Além disso, o chocolate é rico em oxalato, uma substância que diminui a absorção de minerais essenciais para a saúde do bebê como cálcio, sódio e potássio.

Assim como o chocolate, os achocolatados também devem ser evitados até os 2 anos de idade, pois apesar de serem enriquecidos com vitaminas e minerais, contêm grandes quantidades de açúcar, o que pode aumentar o risco de desenvolver vários problemas de saúde como diabetes ou obesidade, além de viciar o paladar do bebê, deixando a criança com menos vontade de comer alimentos saudáveis como frutas e legumes.                                            

3. Refrigerantes

Os refrigerantes contêm grandes quantidades de açúcar, sódio e também cafeína e outros aditivos químicos que prejudicam a saúde do bebê, favorecem o aparecimento de cáries, aumentam a produção de gases e aumentam o risco de diabetes e obesidade infantil.

Além disso, a cafeína presente nos refrigerantes, pode causar agitação, dificuldade de concentração e prejudicar o sono do bebê. 

4. Sucos industrializados ou em pó

Os sucos industrializados ou em pó são ricos em sal, açúcar, gorduras, e produtos químicos alimentares como corantes, aromatizantes e conservantes, que além de não possuírem valor nutricional, podem prejudicar os rins, os dentes e aumentar o risco de obesidade infantil. Além disso, o corante presente nesses sucos pode provocar alergia no bebê.

Por isso, é importante lembrar que a fruta fresca é sempre a melhor escolha para preparar e oferecer suco ao bebê até os 2 anos de idade.

5. Biscoitos recheados

Os biscoitos recheados são ricos em açúcar e gordura, ingredientes prejudiciais à saúde e que aumentam o risco de problemas como obesidade e diabetes, devendo ser evitados na alimentação em geral, principalmente em bebês até os 2 anos de idade.

Além disso, os biscoitos recheados também podem conter colesterol e gorduras trans, e apenas 1 unidade já é o suficiente para ultrapassar as recomendações diárias de gordura para o bebê.

6. Carnes processadas

Carnes processadas e embutidos como salsicha, linguiça, bacon, presunto, salame e mortadela são ricos em gorduras, corantes e conservantes químicos que aumentam o colesterol, irritam o intestino e podem causar dores abdominais, devendo ser evitados até os 2 anos de idade.

7. Salgadinhos de pacote

Os salgadinhos de pacote são ricos em sal, gorduras, corantes e conservantes, e não possuem valor nutricional para o bebê, além de que o consumo desses alimentos ajuda a aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como pressão alta ou colesterol alto.

Como opção, uma dica é fazer  chips em casa, utilizando frutas ou legumes que podem ser desidratados no forno ou no micro-ondas, como batata, batata doce e maçã. 

8. Gelatina industrializada

Embora contenham grande quantidade de água, as gelatinas industrializadas são também ricas em corantes e conservantes que podem desencadear alergias de pele no bebê, causando sintomas como coceira, corrimento no nariz e manchas na pele. Além disso, as gelatinas industrializadas normalmente possuem alto teor de açúcar, tendo pouco valor nutritivo para a criança.

Uma boa opção é fazer uma gelatina natural em casa, juntando suco de fruta com um pouco de gelatina simples, sem corantes, aromas ou açúcar. Esse tipo de gelatina geralmente é facilmente encontrada na forma de folhas de gelatina. Ainda assim, a gelatina feita de suco também só deve ser oferecida após o primeiro ano de vida.

9. Adoçantes

Os adoçantes só devem ser dados para crianças de qualquer idade se forem recomendados pelo médico ou em casos de doenças como a diabetes.

Substituir o açúcar por adoçante não ajuda a diminuir o vício pelo sabor doce, e a criança irá continuar preferindo consumir alimentos ricos em açúcar. Assim, para adoçar vitaminas, leites ou iogurtes, podem-se adicionar frutas frescas, por exemplo.

Fonte: Tua Saúde
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