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13/05/2022 07h53
Por: Marina Sousa

Sexta-feira 13: dez curiosidades sobre o dia da má sorte

Sexta-feira 13 é sinônimo de má sorte para muita gente no lado ocidental do planeta, mas essa crença está bem longe de ser unanimidade. Confira a seguir alguns fatos e crenças que cercam essa data.

1) No mundo cristão, a superstição em torno de sexta-feira 13 está relacionada à Última Ceia, da qual participaram 13 pessoas (Jesus e seus 12 discípulos) na noite de Quinta-Feira Santa. No dia seguinte, uma sexta-feira, Jesus seria crucificado por soldados romanos. O número 13, portanto, está associado a Judas Iscariotes, o último a chegar à ceia e traidor de Cristo.

Além do aspecto sombrio, a data é sempre lembrada como sinônimo de infortúnio e azar. Foto: ronniechua/Getty Images
Além do aspecto sombrio, a data é sempre lembrada como sinônimo de infortúnio e azar. Foto: ronniechua/Getty Images

2) O 13º convidado incômodo também aparece na mitologia nórdica. Segundo a lenda, o mal e a agitação foram introduzidos no mundo pela aparição de Loki, o deus da trapaça e da travessura, em um jantar no Valhala, o gigantesco salão de 540 portas situado em Asgard. Como 13º participante, ele perturbou o equilíbrio dos 12 deuses presentes e armou uma briga que resultou na morte de um deles, Baldur.

3) Em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, centenas de cavaleiros templários foram presos por ordem do rei Filipe IV da França. A prisão fora exigida pelo papa Clemente V em virtude de alegações feitas por um ex-membro excomungado de que novos recrutas da ordem estavam sendo forçados a cuspir na cruz, negar a Cristo e se envolver em atos homossexuais durante as cerimônias de iniciação.

Jacques de Molay, grão-mestre templário, é levado à fogueira em Paris: a prisão de pessoas da ordem foi deflagrada numa sexta-feira 13. Imagem: Wikimedia (Crédito:Por Luiz Chagas)

Maldição

Muitos dos prisioneiros foram posteriormente queimados. Um deles foi o próprio grão-mestre dos templários, Jacques de Molay, levado à fogueira em frente à Catedral de Notre Dame, em Paris. Segundo se conta, Molay amaldiçoou aqueles que lhe deram aquele destino. “Deus sabe quem está errado e pecou”, teria dito ele. “Em breve ocorrerá uma calamidade para aqueles que nos condenaram à morte.”

4) Nos países de língua espanhola e na Grécia, o temor não é relacionado à sexta-feira 13, mas à terça-feira 13. Na Itália, a cisma é mesmo com a sexta-feira, mas associada a um número diferente: 17.

5) Estudos apontam que pelo menos 10% da população dos Estados Unidos tem medo do número 13. A cada ano, o medo ainda mais específico da sexta-feira 13 resulta em perdas financeiras superiores a US$ 800 milhões. Várias pessoas evitam casar-se, viajar ou até mesmo trabalhar nessas datas.

6) De acordo com o Stress Management Center and Phobia Institute, de Asheville, Carolina do Norte, mais de 80% dos edifícios altos dos EUA não têm um 13º andar. A maioria dos hotéis, hospitais e aeroportos também evita usar o número para quartos e portões.

7) Ignorar o número 13 teve um precedente longínquo no Código de Hamurabi, redigido na Mesopotâmia por volta de 1772 a.C. Mas, aparentemente, a omissão não foi proposital: os estudos a respeito consideram que se tratou de um erro administrativo cometido por um dos primeiros tradutores do documento, que não incluiu uma linha de texto. O código, aliás, não listava numericamente suas leis.

Desafio à regra

8) O medo irracional e incomum do número 13 recebeu até um termo psicológico: triscaidecafobia. A fobia em relação à sexta-feira 13 é conhecida por dois extensos termos: parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia.

Fonte: Isto é
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