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Brasil Calúnia e difamação
23/05/2022 09h14 Atualizada há 1 mês
Por: Carol Sousa

Mulher que fez sexo com sem-teto processa apresentador Sikêra Jr

Sandra Mara Fernandes -mulher que fez sexo com o sem-teto Gilvado de Souza durante um surto psicótico- decidiu processar o apresentador Sikêra Jr. por conta de comentários depreciativos feitos por ele durante seu programa na RedeTV.

O processo foi protocolado na sexta-feira (20) pelo advogado de Sandra. Ela acusa o apresentador dos crimes de injúria e difamação. O caso corre na 2ª Vara Criminal e 2º Juizado Especial Criminal de Planaltina.

Mulher que fez sexo com sem-teto processa apresentador Sikêra Jr

Em seu programa "Alerta Nacional", Sikêra afirmou que a mulher "tinha uma fantasia" de "subir no pau de sebo" e negou que ela tenha sido estuprada por Givaldo, como Sandra e seu marido, o personal trainer Eduardo Alves, afirmam. Em tom irônico, ele afirmou que a relação com o homem em situação de rua "era amor".

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Declarações.

No dia 27 de abril, a mulher fez um desabafo em suas redes socias sobre os comentários que sofreu. 

"Fui VÍTIMA de chacotas, humilhações em rede nacional. Fui taxada como uma mulher qualquer, uma mulher promíscua, uma mulher com fetiches, uma traidora. E mais ofendida ainda por ter sido atacada por outras mulheres que entenderam que eu merecia o pior".

"Eu sempre soube que vivemos numa sociedade desigual, mas eu NÃO escolhi ter um SURTO, eu NÃO escolhi ter sido HUMILHADA, eu NÃO escolhi ter minha vida EXPOSTA e DEVASTADA!", completou ela.

Em entrevista ao colunista Léo Dias, o marido da mulher declarou que a relação entre sua esposa e o indigente deve ser vista como um abuso, visto que, segundo ele, ela estava fora de suas faculdades mentais.

Já o morador de rua, em entrevista ao metrópoles, afirmou que a mulher que o chamou e ofereceu a proposta.

Marido é indiciado.

Também na sexta-feira (20), a Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito que investigou as agressões feitas de Eduardo Alves após flagrar Givaldo tendo relações sexuais com a mulher. Ele foi indiciado por lesão corporal.

O caso agora será encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que decidirá se oferece ou não denúncia à Justiça.

À polícia, Eduardo alegou que agrediu Givaldo porque pensou que a esposa estivesse sendo estuprada. O casal alega que Sandra estava tendo um surto psicótico e não tinha condições de ter uma relação consensual com Givaldo.

Givaldo não foi indiciado por estupro de vulnerável, o que foi comemorado pela sua defesa. "Em realidade, as investigações foram concluídas, apontando o Givaldo tão somente como vítima de brutais e covardes agressões", afirmaram em nota os advogados do homem em situação de rua.

Fonte: Uol
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